O Ministério das Cidades divulgou, em 28 de outubro de 2026, a edição 2026 da Pesquisa Nacional de Mobilidade Urbana, conhecida como Pemob. O levantamento reúne informações sobre transporte público coletivo e mobilidade urbana em cidades brasileiras de maior porte e nas regiões metropolitanas, criando uma base nacional para consulta e comparação.
Na modalidade municipal, participam cidades com população superior a 250 mil habitantes, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisa metropolitana, por sua vez, é respondida pelos governos estaduais responsáveis pela oferta de serviços intermunicipais de transporte público coletivo urbano.
Segundo o Ministério das Cidades, já estão disponíveis os bancos de dados da Pemob Municipal 2026 e da Pemob Metropolitana 2026. As informações permitem observar como os sistemas estão estruturados e organizados em diferentes partes do país.
O que a pesquisa reúne
A base contempla informações relacionadas à oferta e à organização da mobilidade urbana. A partir dos dados, é possível consultar aspectos ligados ao transporte público coletivo, aos serviços intermunicipais e à estrutura existente para atender os deslocamentos dentro dos municípios e entre cidades próximas.
Esse recorte é especialmente relevante para áreas metropolitanas, onde a rotina de moradores e trabalhadores frequentemente ultrapassa os limites administrativos de um município. A existência de uma pesquisa específica para os serviços intermunicipais ajuda a separar as responsabilidades municipais e estaduais na organização do transporte coletivo urbano.
A edição municipal é realizada desde 2018. No ano seguinte, em 2019, o levantamento passou a incluir também as regiões metropolitanas. De acordo com o IBGE, os recortes metropolitanos e as aglomerações urbanas são referências territoriais importantes para compreender a organização de áreas urbanizadas que envolvem mais de um município.
Comparação entre grandes cidades
A seleção de municípios com mais de 250 mil habitantes direciona a pesquisa para cidades onde a mobilidade costuma exigir planejamento de maior escala. Nesses locais, a estrutura do transporte coletivo, a integração entre diferentes serviços e a conexão com municípios vizinhos fazem parte da dinâmica diária das áreas urbanas.
Com os bancos de dados, gestores, pesquisadores e a sociedade podem comparar a organização dos sistemas de mobilidade entre cidades brasileiras. A consulta também pode ajudar a identificar diferenças na oferta de transporte coletivo e a observar como os serviços estão distribuídos entre municípios e regiões metropolitanas.
As informações podem servir de referência para discussões sobre corredores de ônibus, sistemas sobre trilhos, terminais, integração tarifária, mobilidade ativa e renovação de frotas. A pesquisa, no entanto, não anuncia obras ou investimentos específicos. Seu papel é reunir dados sobre a estrutura existente e facilitar o acesso a informações do setor.
Base para políticas públicas
O Ministério das Cidades informa que a Pemob integra o esforço de desenvolvimento do Sistema Nacional de Informações em Mobilidade Urbana. A iniciativa busca organizar os dados do setor e tornar esse conteúdo mais acessível para análises e decisões relacionadas ao planejamento urbano.
Para quem vive em grandes cidades, a disponibilização da base permite acompanhar de forma mais clara como os municípios e os governos estaduais estruturam o transporte público coletivo. Também oferece elementos para compreender diferenças entre redes locais e sistemas que atendem deslocamentos metropolitanos.
A pesquisa não substitui diagnósticos específicos de cada cidade, mas amplia a possibilidade de observar o cenário nacional com critérios comuns. Com isso, a Pemob 2026 pode apoiar estudos sobre mobilidade e contribuir para o debate público a respeito da organização dos deslocamentos nas principais concentrações urbanas brasileiras.
As informações municipais e metropolitanas estão disponíveis nos bancos de dados divulgados pelo Ministério das Cidades. A consulta permite acessar o conteúdo da edição 2026 e acompanhar a evolução da pesquisa, que passou a abranger os dois recortes — municipal e metropolitano — ao longo dos últimos anos.
