A próxima etapa do desenvolvimento de experiências imersivas nos Estados Unidos deverá passar menos pela apresentação de conceitos e mais pela pesquisa sobre como essas tecnologias podem ser usadas com segurança e maior alcance. A National Science Foundation (NSF), agência federal norte-americana, abriu em 22 de maio de 2026 uma chamada para projetos de realidade aumentada, realidade virtual e realidade mista.
O programa procura propostas baseadas em pesquisa para criar experiências imersivas compartilhadas. A ideia envolve sistemas capazes de conectar usuários em ambientes digitais ou híbridos, com possibilidades de aplicação em comunicação, educação, indústria e outros setores. A chamada permanece aberta, e a próxima data prevista para o envio de propostas é 4 de novembro de 2026.
As informações estão reunidas na página do tópico de realidade aumentada, virtual e mista no SBIR.gov, plataforma ligada a oportunidades de pesquisa e inovação nos Estados Unidos. O cronograma informado também prevê outras rodadas em 2027, com encerramento geral indicado para 7 de julho daquele ano.
Uma agenda além dos dispositivos
Embora o debate sobre realidade estendida costume se concentrar em headsets, óculos inteligentes e plataformas virtuais, a chamada da NSF coloca no centro questões menos visíveis para o público. Entre os temas destacados estão inclusão, acessibilidade, privacidade, segurança de dados, segurança dos usuários e affordability, termo usado para tratar da redução de custos e da ampliação do acesso.
Esse conjunto de prioridades indica que o desenvolvimento de experiências imersivas não depende apenas de criar imagens tridimensionais mais convincentes. Também é necessário pesquisar como diferentes pessoas poderão acessar esses ambientes, como seus dados serão protegidos e quais medidas podem reduzir riscos durante o uso. A chamada trata esses pontos como parte do próprio avanço tecnológico.
Para as cidades e os serviços urbanos, o interesse está na possibilidade de aplicações que não sejam restritas ao entretenimento. O texto do programa menciona comunicação, educação e indústria, áreas que podem utilizar experiências compartilhadas para simulações, colaboração e treinamento. A fonte, no entanto, não apresenta projetos específicos nem informa quais propostas serão selecionadas.
Realidade aumentada, virtual e mista
A realidade aumentada combina elementos digitais com a percepção do ambiente físico. A realidade virtual cria uma experiência predominantemente digital, normalmente acessada por meio de dispositivos imersivos. Já a realidade mista reúne características dos dois modelos, permitindo a interação entre objetos virtuais e o espaço ao redor do usuário.
A chamada reúne as três frentes em um mesmo eixo porque elas compartilham desafios técnicos e sociais. Uma experiência imersiva compartilhada precisa considerar a comunicação entre participantes, a adaptação a diferentes contextos e a proteção das informações geradas durante a interação. A acessibilidade também aparece como um requisito relevante para que esses recursos não sejam desenhados apenas para um grupo restrito de usuários.
O foco em affordability acrescenta uma dimensão econômica à discussão. Quando o custo de equipamentos, sistemas ou acesso é elevado, a adoção tende a ficar limitada. Por isso, a redução de despesas é apresentada na chamada ao lado de inclusão e acessibilidade, como parte dos fatores que podem determinar a expansão dessas tecnologias.
Próximas datas do programa
A abertura ocorreu em 22 de maio de 2026. A próxima janela indicada para submissão de propostas é 4 de novembro de 2026, enquanto o encerramento geral do programa está previsto para 7 de julho de 2027. A página também informa que haverá outras rodadas ao longo de 2027.
O calendário permite que pesquisadores e empresas interessadas acompanhem diferentes oportunidades de envio, mas a fonte consultada não detalha valores de financiamento, critérios de seleção, número de projetos contemplados ou prazos de execução. Esses dados não devem ser presumidos a partir da abertura da chamada.
Na prática, a iniciativa mostra uma tentativa de tratar a realidade estendida como uma área de pesquisa com impactos potenciais em setores variados. O avanço, nesse caso, é associado não apenas à criação de ambientes virtuais, mas à capacidade de torná-los mais seguros, acessíveis, inclusivos e viáveis para diferentes públicos. A evolução desses projetos dependerá das propostas apresentadas e das etapas seguintes do programa.
